Celebrando 30 anos de estrada, o Arch Enemy vive um momento de transição e renovação nos palcos mundiais. Em entrevista ao programa Colorado Conversations (FOX31 Denver), o guitarrista e fundador Michael Amott e a nova vocalista Lauren Hart discutiram os bastidores da turnê norte-americana, a rotina de cuidados vocais e o processo de composição do aguardado próximo álbum da banda.
“O Arch Enemy é o motivo pelo qual eu comecei, lá atrás. Foi o que me inspirou a gritar, porque antes daquele disco eu não fazia ideia de que mulheres podiam fazer isso. Então, entrar para a banda parece uma volta para casa; sempre fez parte de mim.”
“A repercussão inicial foi muito forte e a procura para shows explodiu. É muito saudável cair na estrada primeiro, virar uma unidade sólida e consolidar essa parceria. É como se estivéssemos nos conhecendo melhor antes de decidir comprar uma casa juntos. Estamos trabalhando no álbum novo aos poucos, nas brechas da rotina, porque ele precisa ter músicas realmente grandes.”
30 anos fiéis à receita clássica
Em um cenário que viu inúmeros subgêneros e tendências surgirem e desaparecerem, Amott creditou a relevância contínua do Arch Enemy ao respeito à fórmula estabelecida em 1995: a junção do death metal brutal com a melodia expressiva e solos harmônicos do heavy metal tradicional.
Além disso, a rotina moderna da banda reflete o compromisso com a longevidade. Longe dos excessos típicos de início de carreira, o grupo hoje prioriza sono regular, alimentação controlada e treinos físicos em academias de hotel para manter o rendimento no palco, especialmente ao enfrentar cidades de grande altitude como Denver ou paradas históricas pela América do Sul.