Antes de Viper e Angra subirem ao palco do Tokio Marine Hall, em São Paulo, em 2 de outubro, o público teve contato com uma das bandas que vêm ganhando espaço na nova geração do metal brasileiro: Throw Me To The Wolves. O grupo paulistano foi responsável pela abertura da primeira noite da celebração dos 30 anos de Holy Land, clássico do Angra lançado em 1996.

Formado em São Paulo em 2023, o Throw Me To The Wolves trabalha principalmente com death metal melódico, especialmente a tradição conhecida como Gothenburg Sound. A sonoridade combina vocais extremos, guitarras pesadas e linhas melódicas, enquanto também incorpora elementos associados ao metalcore.

A formação atual reúne Diogo Nunes nos vocais, Gui Calegari e Fabrício Sato nas guitarras, Fabio Fulini no baixo e Maycon Avelino na bateria.

Days of Retribution apresenta a identidade da banda

O primeiro álbum do grupo, Days of Retribution, foi lançado em maio de 2025. O disco reúne dez faixas e apresenta algumas das músicas que passaram a formar a base das apresentações ao vivo, como “Chaos”, “Tartarus”, “Gaia”, “Fragments” e “Gates of Oblivion”.

Rogério Talarico @rogeriotalarico / Top Link Music @toplinkmusic

A banda vem utilizando esse material como principal fonte de repertório nos shows. Na apresentação de abertura para o In Flames, em São Paulo, em abril de 2026, por exemplo, o grupo executou “Chaos”, “Tartarus”, “Days of Retribution”, “Fragments”, “Awakening My Demons”, “Gates of Oblivion” e “Gaia”.

O crescimento do Throw Me To The Wolves também pode ser medido pelos palcos que a banda vem ocupando. O grupo já dividiu apresentações com nomes internacionais como Killswitch Engage, Carcass, Infected Rain, Batushka, Possessed, HammerFall e In Flames, além de ter tocado com artistas brasileiros como Nervosa, Exodus, Matanza e Torture Squad.

Uma nova geração do metal brasileiro

A participação no show do Angra colocou o Throw Me To The Wolves em uma noite que reuniu diferentes gerações do metal nacional. Depois da apresentação da banda, o Viper revisitou seu próprio legado antes de o Angra celebrar Holy Land na íntegra, com Luis Mariutti, baixista da formação que gravou o álbum, como convidado especial.

Para uma banda formada em 2023, a presença no Tokio Marine Hall representa mais um capítulo de uma trajetória que vem avançando rapidamente: de um álbum de estreia independente a apresentações ao lado de alguns dos nomes mais conhecidos do metal brasileiro e internacional, incluindo uma primeira experiência em turnê europeia.

E o próximo passo já está definido: o Throw Me To The Wolves continua ampliando sua agenda de shows e chega a outubro de 2026 com uma experiência de palco consideravelmente maior do que aquela apresentada quando lançou Days of Retribution.