Edu Falaschi acaba de alcançar uma marca importante em sua carreira. O álbum Mi’raj, terceiro e último capítulo de sua trilogia solo, recebeu 92 pontos da revista japonesa BURRN!, uma das publicações mais tradicionais do mundo quando o assunto é hard rock e heavy metal. A avaliação é a maior já conquistada pelo cantor na revista e supera até mesmo a nota recebida por Temple of Shadows, clássico do Angra lançado em 2004.

A diferença pode parecer pequena — 92 contra 91 —, mas tem um peso simbólico enorme para Edu. Temple of Shadows, gravado durante sua passagem pelo Angra, é considerado um dos trabalhos mais importantes da história do power metal e do metal progressivo. Agora, mais de duas décadas depois, o vocalista alcança sua maior avaliação na mesma publicação com um álbum inteiramente autoral de sua carreira solo.

Mi’raj supera Temple of Shadows

O histórico de notas de Edu Falaschi na BURRN! ajuda a dimensionar a conquista. Temple of Shadows recebeu 91 pontos, enquanto os dois capítulos anteriores de sua trilogia solo, Vera Cruz (2021) e Eldorado (2023), ficaram com 86 pontos cada.

Mi’raj, portanto, chegou aos 92 pontos, estabelecendo um novo recorde pessoal para o cantor na publicação japonesa.

Na resenha, a BURRN! descreve o disco como uma obra de power metal melódico, poderoso e dramático. A publicação também destaca os vocais agudos e potentes de Edu, observando como sua interpretação contribui para aumentar a intensidade e o caráter narrativo das músicas.

As guitarras de Victor Franco e Diogo Mafra também receberam elogios pela técnica, criatividade e força. A revista ainda destacou a relação do álbum com a trajetória de Edu no Angra e chamou atenção para as participações especiais de Rafael Bittencourt e Roy Khan, ex-vocalista do Kamelot.

O capítulo final da trilogia

A avaliação chega justamente no momento em que Edu encerra um dos projetos mais ambiciosos de sua carreira.

Mi’raj conclui a história iniciada em Vera Cruz, de 2021, e continuada em Eldorado, de 2023. Os três álbuns formam uma narrativa conceitual centrada na jornada do protagonista Jorge.

Musicalmente, o trabalho combina o power metal característico de Edu com elementos progressivos, arranjos sinfônicos, referências étnicas e momentos de maior carga emocional. O álbum foi produzido por Edu Falaschi e Thiago Bianchi e conta com Diogo Mafra e Victor Franco nas guitarras, Raphael Dafras no baixo, Jean Gardinalli na bateria e Fabio Laguna nos teclados.

Entre os convidados está Roy Khan, que participa da faixa “Circle of Dust”. Já Rafael Bittencourt aparece em “Intuição”, marcando um reencontro musical entre os dois músicos depois de anos.

“Missão cumprida”, diz Edu Falaschi

Edu comemorou o resultado destacando justamente o significado de receber sua maior nota na BURRN! durante o encerramento da trilogia e no ano em que celebra 35 anos de carreira.

“É a maior nota que recebi da revista em toda a minha carreira”, afirmou o cantor.

Edu também ressaltou que notas acima de 90 são raras na publicação japonesa e classificou o momento como especialmente simbólico depois de tantos anos de carreira, desafios e transformações.

Missão cumprida”, resumiu o vocalista ao falar sobre a conquista.

A celebração continua nos palcos

A boa repercussão de Mi’raj acontece simultaneamente à Mi’raj & The Legacy Tour, turnê que celebra os 35 anos de carreira de Edu Falaschi.

A etapa brasileira passa por São Paulo em 15 de agosto, no Tokio Marine Hall, e por Curitiba em 16 de agosto, no Stage Garden. O repertório percorre diferentes fases da carreira do cantor, incluindo músicas da trilogia Vera Cruz, Eldorado e Mi’raj, além de material de Aurora Consurgens e Aqua, trabalhos ligados à sua trajetória com o Angra.

A apresentação de São Paulo terá ainda Tito Falaschi, irmão de Edu, como atração de abertura.

Depois de mais de três décadas de carreira, uma passagem marcante pelo Angra e uma trajetória solo que ganhou força justamente com a trilogia iniciada em Vera Cruz, Edu Falaschi chega a um momento particularmente simbólico: seu álbum mais recente não apenas encerra uma história, mas também estabelece sua maior nota na tradicional BURRN! japonesa.

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