Rafael Bittencourt, guitarrista e cofundador do Angra, fez um pronunciamento nas redes sociais após uma polêmica que envolveu ex-membros da banda e a deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL).
A banda publicou um comunicado buscando se afastar do tema, numa mensagem com tom de insenção e imparcialidade política. No entanto, os fãs criticaram o grupo por essa postura.
A mensagem que deu origem aos problemas foi, principalmente, a publicada por Marco Antunes, primeiro baterista do Angra. No texto, ele critica Eduarda por aparecer com uma camiseta do Angra em uma foto. Ela tem perfil conservador.

Kiko Loureiro também apareceu envolvido na polêmica por, supostamente, ter publicado uma crítica ao comentar apenas a palavra “credo” no post de Eduarda. Ele nega ter feito isso.
Na mensagem, Bittencout não foi objetivo, mas deixou claro seu posicionamento alinhado ao da classe artística. Alírio Netto (vocalista) e Marcelo Barbosa (guitarrista) comentaram no post demonstrando apoio à mensagem.
Leia a seguir a mensagem na íntegra publicada por Bittencourt no Instagram.
Tenho acompanhado os acontecimentos dos últimos dias e quero esclarecer minha posição de maneira breve.
Sou democrata, progressista e humanista. Essas convicções não são abstratas. Estão presentes na minha vida, nas minhas relações, nas pessoas que amo e na maneira como enxergo o mundo.
Ao longo de 35 anos de carreira, procurei expressar esses valores por meio da minha música, das minhas atitudes e das minhas relações pessoais e profissionais.
Não apoio ideias ou manifestações que atentem contra a dignidade humana, a igualdade de direitos e o respeito às diferenças.
Podemos pensar diferente, discordar profundamente e conviver com essa diversidade. Mas democracia, direitos humanos e dignidade são princípios que considero inegociáveis. Não pertencem à direita ou à esquerda, nem deveriam depender de qualquer partido ou ideologia.
Defender a liberdade de expressão também significa reconhecer a responsabilidade pelo que se diz. Esse direito não deve ser confundido com uma autorização irrestrita para ameaças, discriminação ou violência.
É desanimador perceber que ainda precisamos reafirmar conquistas humanitárias que já deveriam estar consolidadas.
Quanto ao episódio recente, considero minha posição esclarecida e não pretendo prolongar essa discussão.
— Rafael Bittencourt