O Accept celebra oficialmente seus 50 anos com o lançamento de “Teutonic Titans 1976-2026”, disponibilizado nesta sexta-feira, 4 de setembro. O álbum reúne novas versões de clássicos da banda alemã com a participação de dezenas de nomes importantes do heavy metal e de outros subgêneros surgidos ou desenvolvidos a partir da influência do grupo.
A comemoração considera 1976 como o marco dos 50 anos porque foi naquele ano que o Accept passou a utilizar oficialmente seu nome atual e lançou seu álbum de estreia. A história da banda, porém, é ainda mais antiga: o grupo foi formado em 1968, inicialmente sob o nome Band X, antes de adotar definitivamente a denominação Accept.
O repertório de “Teutonic Titans 1976-2026” concentra-se principalmente na fase mais clássica da discografia, percorrendo músicas que ajudaram a definir a identidade do heavy metal alemão durante os anos 1980. A seleção vai de “I’m a Rebel” a “Eat the Heat”, álbum de 1989 que permanece como o único trabalho de estúdio do Accept com David Reece nos vocais.
Clássicos do Accept com convidados de peso
O projeto chama atenção principalmente pela quantidade e pela variedade de convidados. A abertura fica por conta de “Fast as a Shark”, uma das músicas mais importantes da carreira do Accept, com Phil Anselmo, do Pantera, Kirk Hammett, do Metallica, Billy Sheehan, Mikkey Dee e participação da Harmonie Musik Hindelang.
Na sequência aparece “Balls to the Wall”, com Rob Halford, do Judas Priest, ao lado de Matthias Jabs, guitarrista do Scorpions, Rex Brown e Jason Bowld. Já “Aiming High” reúne Chuck Billy, Gary Holt, David Ellefson e Christopher Williams.
A lista segue com nomes como Todd La Torre, Ola Englund, Chuck Garric, Roy Mayorga, Jason McMaster, Zeuss, Phil Shouse, Dino Jelusick, Joel Hoekstra, Hansi Kürsch, Paul Gilbert, Tobias Forge, Frank Bello, Ray Luzier, John Bush, Alex Skolnick, Rudy Sarzo, Shannon Larkin, Ralf Scheepers e John Norum.
O segundo disco mantém a mesma proposta. Entre os convidados estão Billy Corgan, Bobby Blitz, Andy Sneap, Joe Lynn Turner, Fredrik Åkesson, Sebastian Bach, Jeff Scott Soto, Jeff Loomis, Chris Jericho e K.K. Downing.
A diversidade é um dos elementos mais interessantes do projeto. Há representantes de praticamente diferentes gerações e vertentes do metal, do heavy tradicional ao thrash, passando por hard rock, power metal, metal alternativo e outras ramificações.
O Accept e a evolução do metal alemão
A importância histórica do Accept vai muito além de seus próprios discos. Formado em Solingen, na Alemanha, o grupo foi um dos principais responsáveis por estabelecer uma identidade própria para o heavy metal alemão em uma época na qual o gênero ainda era fortemente associado às bandas britânicas.
Discos como “Restless and Wild”, “Balls to the Wall”, “Metal Heart” e “Russian Roulette” ajudaram a consolidar uma sonoridade baseada em riffs pesados, velocidade, vocais agressivos e uma abordagem mais direta do que aquela encontrada em boa parte do heavy metal britânico da época.
Essa combinação acabou exercendo influência importante sobre a geração que viria depois. O Accept é frequentemente associado ao desenvolvimento do power metal europeu e também teve impacto sobre músicos e bandas da cena thrash metal, especialmente pela velocidade e agressividade apresentadas em músicas como “Fast as a Shark”.
A própria escolha de convidados para “Teutonic Titans 1976-2026” funciona como uma espécie de demonstração dessa influência. Nomes ligados ao Metallica, Slayer, Pantera, Judas Priest, Megadeth, Helloween, Blind Guardian, Testament e outras bandas aparecem interpretando músicas que ajudaram a moldar o metal das décadas seguintes.
Uma carreira marcada por mudanças
O Accept passou por diversas transformações ao longo de sua história. Depois de alcançar grande reconhecimento internacional nos anos 1980, a banda encerrou suas atividades em 1997. O grupo chegou a realizar uma turnê de reunião em 2005, mas o retorno definitivo aconteceu a partir de 2009.
Desde então, o Accept seguiu com uma formação renovada em torno do guitarrista Wolf Hoffmann, mantendo o repertório clássico ao mesmo tempo em que lançou novos trabalhos de estúdio.
A celebração dos 50 anos, portanto, não representa apenas uma retrospectiva. “Teutonic Titans 1976-2026” coloca o legado do Accept em contato direto com músicos de diferentes gerações que foram influenciados pelo heavy metal criado pela banda alemã.
Tracklist
CD 1
- “Fast as a Shark” — Phil Anselmo, Kirk Hammett, Billy Sheehan, Mikkey Dee e Harmonie Musik Hindelang
- “Balls to the Wall” — Rob Halford, Matthias Jabs, Rex Brown e Jason Bowld
- “Aiming High” — Chuck Billy, Gary Holt, David Ellefson e Christopher Williams
- “Run If You Can” — Todd La Torre, Ola Englund, Chuck Garric e Roy Mayorga
- “Hellhammer” — Jason McMaster, Zeuss, Phil Shouse e Christopher Williams
- “Metal Heart” — Dino Jelusick, Joel Hoekstra, Ava Rebekah Rahman e Jason Bowld
- “Losers and Winners” — Hansi Kürsch, Paul Gilbert, Chuck Garric e Tommy Aldridge
- “Save Us” — Tobias Forge, Frank Bello e Ray Luzier
- “Up to the Limit” — John Bush, Alex Skolnick, Rudy Sarzo e Shannon Larkin
- “Wrong Is Right” — Ralf Scheepers, John Norum e Ken Mary
CD 2
- “Starlight” — Joseph Michael, Phil Demmel e Michael Cartellone
- “Fight It Back” — Mark Lopes, Bumblefoot, Billy Sheehan e Shawn Drover
- “Love Child” — Billy Corgan, David Ellefson e Tommy Aldridge
- “Breaker” — Girish Pradhan, Glen Drover, Shawn Drover e Chuck Garric
- “Demons Night” — Bobby Blitz, Andy Sneap, David Ellefson e Ray Luzier
- “TV War” — Joe Lynn Turner, Fredrik Åkesson, Rudy Sarzo e Ken Mary
- “London Leatherboys” — Sebastian Bach, Rex Brown e Shawn Drover
- “Monsterman” — Jeff Scott Soto, Jeff Loomis, Rudy Sarzo e Michael Cartellone
- “Restless and Wild” — Chris Jericho, K.K. Downing, Billy Sheehan e Ray Luzier